URGENTE: Desmontada Farsa do IBOPE que coloca Haddad na Frente de Bolsonaro em São Paulo

Ontem uma pesquisa do Ibope deixou muita gente indignada, pois colocava Haddad na frente de Bolsonaro na cidade de São Paulo com 51% X 49%.

O espanto de todos se dá por alguns motivos

1) Haddad teve a honra de ser demitido da prefeitura de São Paulo perdendo para João Doria, brancos e nulos no primeiro turno, nunca antes na história;
2) Perdeu em todas as zonas, dos pobres aos ricos;
3) Este ano, primeiro turno, Bolsonaro obteve 44% dos votos da cidade. Haddad, 19%;
4) É impossível que Haddad ultrapasse Bolsonaro nesses termos, impossível que obtenha todos os votos que não foram para ele e para Bolsonaro no primeiro turno;
5) A pesquisa utiliza uma metodologia suspeita que separa “capital” e “periferia”, seja lá o que isso queira dizer;
6) Isso pode ser um factoide para beneficiar um candidato ou a pavimentação para a fraude;

A Farsa desmontada

Um analista político revelou em suas redes sociais como a farsa foi montada, Veja.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Se há um lugar do Brasil em que Fernando Haddad NÃO vai vencer a eleição é na CIDADE DE SÃO PAULO, de onde ele foi praticamente EXPULSO em 2016:

perdeu em TODOS os 58 distritos eleitorais, desde a Avenida Paulista, até a zona rural.

Em uma cidade em que as eleições são tradicionalmente muito disputadas, nunca antes se vira um governante ser rejeitado de forma tão categórica: foi um massacre.

Dos mais de 9 milhões de eleitores da cidade, 967.190 (pouco mais de 10%) votaram pela reeleição de Haddad; foram apenas 16,7% dos votos válidos.

No 1º turno na eleição presidencial, ele recebeu 1.253.162 votos (19,7% dos votos válidos), contra 2.835.930 de Bolsonaro (44,58%).

A informação, fartamente estampada em manchetes durante todo o dia, de que houve uma INACREDITÁVEL virada em pouco mais de 2 semanas (Haddad estaria com 51% dos votos na capital), é absurda.

Consultando-se a íntegra da pesquisa Ibope no ESTADO de São Paulo (como parte da pesquisa nacional), incluindo também a pesquisa para governo do estado (e outras consultas relacionadas, como o possível impacto de mensagens de WhatsApp na decisão do voto), realizada entre 20 e 23 de Outubro, em 78 municípios, é possível entender parcialmente:

das 1.512 entrevistas (para um universo de mais de 33 milhões de eleitores), 413 foram realizadas na capital; 784, no interior; e 315, na “periferia”:

mas não há explicação sobre a que “periferia” o instituto se refere; não se sabe se é à periferia da cidade (bairros periféricos, distantes do centro) ou aos outros 38 municípios que integram a Região Metropolitana de São Paulo.

Os números totais são:

Interior: Bolsonaro, 63 x Haddad, 25 (com 9% de brancos e nulos, mais 2% de indecisos);

Periferia: Bolsonaro, 53 x Haddad, 30 (com 11% de brancos e nulos, mais 5% de indecisos);

Capital: Bolsonaro, 40 x Haddad, 41 (com15% de brancos e nulos, mais 4% de indecisos).

Editorias de todos os jornais pegaram apenas esse último recorte (“capital”, 413 entrevistas), não questionaram a inclusão do campo “periferia”, traduziram para “votos válidos” (excluindo brancos, nulos e indecisos), deram uma arredondada para cima, chegaram ao número mágico (Haddad, 51%) e não tiveram dúvidas:

tacaram nas manchetes, sugerindo uma impressionante reação do candidato do PT, justamente na cidade que mais motivos tem para não elegê-lo.

Alguns ainda tentaram relacionar a surpreendente “queda” de Bolsonaro (que estaria recebendo menos votos do que teve no primeiro turno) ao apoio de João Doria (que lidera no estado, mas perde na capital), o que não faz qualquer sentido.

Intencionalmente ou não, pode ter havido uma distorção simples no campo “capital”: conhecendo-se a cidade, é facílimo saber onde encontrar 413 pessoas com maior probabilidade de declarar voto em Fernando Haddad, sem ferir os demais parâmetros (idade, escolaridade, sexo, renda):

o entorno da USP, a região da Praça Roosevelt e a Vila Madalena, seriam minhas apostas, caso quisesse encontrar tal resultado.

E foram essas 413 almas, representando mais de 9 milhões de eleitores, que pautaram grande parte dos noticiários e alegraram a militância petista.

É provável que a intenção da parte dos jornalistas, responsáveis por pinçar esse pedacinho da pesquisa e transformá-lo em fato midiático, tenha sido apenas essa mesmo: aplicar um desfibrilador na moribunda campanha de Haddad.

Prefiro não pensar em nada além disso.

No mais, os números que realmente interessam, considerando todo o Estado de São Paulo, são:

Bolsonaro, 54 x Haddad, 31 (com 11% de brancos e nulos, mais 3% de indecisos);

ou, em votos válidos: 64 x 36.

Ou seja: não aconteceu nada, segue o jogo.

A íntegra da pesquisa está neste link: http://www.ibopeinteligencia.com/arquivos/JOB_0012-8_SÃO_PAULO%20-%20Relatório%20de%20tabelas.pdf

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